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Rádio ESPORTESNET

segunda-feira, 2 de maio de 2011

KV erra na estratégia e Power vence em SP

     Por algum bom tempo chegou-se a pensar que a vez de Takuma Sato havia chegado na Indy. O japonês fez sua parte para tentar ganhar a corrida desta segunda (2) em São Paulo. A KV Lotus, sua equipe, foi quem não colaborou na tática dos boxes. Assim, nas condições não muito normais — mais chuva e problemas —, coube a vitória a Will Power.
     O australiano, então, mantém-se 100% em terras brasileiras. No ano passado, também pegou o primeiro lugar no fim da prova, superando Ryan Hunter-Reay. De quebra, reassumiu a ponta da classificação do campeonato, pondo 14 pontos de frente para Dario Franchitti, quarto.
     Os brasileiros tiveram um fim de semana para ser esquecido. O melhor deles acabou sendo Vitor Meira, 17º, duas voltas atrás — carregadas da primeira parte da corrida de ontem. Helio Castroneves e Tony Kanaan, na mesma situação, mas nove giros atrás, foram 21º e 22º. Bia Figueiredo e Raphael Matos abandonaram praticamente juntos, por conta do mesmo incidente.

Saiba como foi a corrida da Indy em São Paulo, no Anhembi

     O tempo vinha carregado porém firme em São Paulo até segundos antes da continuação da prova de ontem. Os pilotos estavam lá, aquecendo os pneus, ziguezagueando e tal. Aí começou a garoar. Volta 15, a bandeira verde foi dada, e metros além a patuleia inteira foi parar nos boxes para trocar os pneus. Power e Briscoe se mantiveram à frente, trazendo Sato na sequência e mais atrás um Franchitti muito rápido passando todo mundo.
     Uma escapada de Briscoe no giro 18 permitiu que Sato se intrometesse no meio das Penske. Duas voltas depois, Power chegou a bater de traseira no muro, mas já tinha cômoda vantagem para o japonês da KV Lotus.
     Bastou a chuva dar uma apertada para que a porca torcesse. Justamente dos que mais tiveram problema ontem. Sébastien Bourdais — que rodou duas vezes no domingo — perdeu o controle de sua Dale Coyne e parou na barreira de pneus da saída do S do Samba. Ryan Hunter-Reay — que também rodou duas vezes — repetiu a dose no miolo da pista e danificou outra asa traseira da Andretti. O francês resolveu desistir. O norte-americano, persistente, botou uma nova peça — a do carro do companheiro Mike Conway — e seguiu na prova, três voltas atrás.
    A relargada lado a lado permitiu a Sato chegar à liderança da prova no fim da reta do sambódromo, em manobra arrojada e de arrancar urros e aplausos. Franchitti fez o mesmo com Briscoe para ganhar o quarto lugar e se posicionar atrás de Andretti. No rebolo, Rahal rodou e Matos quebrou o bico do carro em incidentes separados. Lá vinha a bandeira amarela de novo.
     O recomeço veio na volta 29 e teve de interessante o trio brasileiro formado por Matos, Figueiredo e Kanaan seguindo o trilho da área de escape da chicane. Na verdade, Raphael foi tocado e acertou Tony em cheio, e sobrou para Bia. Dos três, só sobrou TK na prova. Na 32, foi a vez de Franchitti se perder no trecho e ir parar na barreira de pneus, enquanto Alex Tagliani rodou lá perto da entrada da reta da Marginal, obrigando a entrada do safety-car.
    Foi o momento da estratégia da corrida que deu a vitória a Power. Porque as Penske resolveram ir para os pits, bem como as Ganassi e Servià, enquanto a KV Lotus manteve o japonês na pista.
    Viso partiu para cima de Andretti e formou a impensável dobradinha da KV Lotus na abertura da volta 38. A partir daí, passou a segurar o filho de Michael. Só que a direção de prova, sabe-se lá em que momento, observou que o venezuelano bloqueou o norte-americano, aplicando-lhe um drive-through — cumprido na volta 44.
     As coisas foram se abrindo para Power quando Andretti parou na 46, pôs pneu seco e passou a andar cerca de 8 segundos mais lento que o resto e Sato, faltando cerca de 10 minutos para o fim, fez um splash & go. Já era. O japonês voltou em sexto, chegou a dar uma escapada e teve de se contentar com um oitavo posto. Pior ainda para Viso, um mero 13º, à frente de Andretti, decididamente não muito contente pela ideia tapada da equipe de seu pai.
    A vitória no Anhembi devolveu a liderança do campeonato a Power, que com um ponto da pole mais dois por ter liderado o maior o número de voltas, chegou a 168 contra 154 de Franchitti, que ainda conseguiu um interessante quarto lugar na corrida. Junto com Will foram ao pódio um surpreendente Rahal e Briscoe.
     Curiosidade desta prova em dois dias é que 1h08min foram disputadas sob bandeira amarela, que ajuda a denotar o nível de como foi a segunda experiência da Indy no Brasil.


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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Danica aprova o circuito em SP

Piloto da Andretti afirma que pista está ótima e não descarta transferência para a Nascar




Danica elogiou o traçado paulista.


     Danica Patrick concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (29) no Circuito Anhembi, palco da segunda edição da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé. A norte-americana, que está em sua sétima temporada na categoria, se mostrou otimista para a corrida, válida como a quarta etapa do calendário 2011 da Fórmula Indy. Danica caminhou pelo traçado de 4.080 metros e aprovou as reformas realizadas no circuito.
     "Está ótimo. Deu para perceber que ficou bem melhor do que no ano passado. O trecho da Reta do Sambódromo, que foi o ponto que causou mais problemas, foi refeito e agora tem mais grip, o que significa que dará mais aderência aos carros. Acho que teremos uma boa corrida. De modo geral, a pista é muito interessante e tem bons pontos de ultrapassagens", disse a piloto.
     Danica falou também sobre Tony Kanaan, com quem dividiu a equipe Andretti até o final do ano passado. A piloto destacou o bom relacionamento com o brasileiro, conhecido como um dos melhores acertadores de carro da Indy. "O Tony é um cara divertido e muito talentoso. Na pista, ele tem um ritmo de corrida impressionante. Ele sabe como fazer ultrapassagens e cansei de vê-lo à minha frente, mesmo largando lá atrás. Porém, nosso time continua competitivo e a vitória de Mike Conway na última etapa demonstra que temos equipamentos muito bem acertados", afirmou.
     Sempre com o nome ligado à Fórmula 1, a piloto descartou qualquer transferência para a categoria mundial. "Não sei por que as pessoas insistem em colocar meu nome em alguma equipe de F-1. Quando tinha 16 anos, era um objetivo profissional, mas depois que voltei para os Estados Unidos desenvolvi a carreira inteira no meu país. Estou perto da família, dos amigos, e de coisas pequenas que fazem a diferença", explicou.
     No entanto, a piloto não descartou uma transferência para a Nascar. Danica disputou algumas etapas na divisão de acesso à categoria principal da stock car americana. "Rumores sempre existem, mas não há nada de concreto", explicou a piloto, que já está totalmente adaptada aos carros de turismo. "Os carros são bastante distintos, mas em algumas voltas é possível se readaptar às características de cada um. É um campeonato muito interessante e que qualquer piloto gostaria de disputar", finalizou.

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