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Rádio ESPORTESNET

segunda-feira, 2 de maio de 2011

"É ótimo voltar à liderança do campeonato", diz Will Power


Piloto australiano vence Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé e assume a ponta da tabela com 168 pontos; Graham Rahal e Ryan Briscoe completam o pódio




Os três primeiros comemoram no pódio da SP INDY 300


     Pela segunda vez consecutiva, o australiano Will Power, da equipe Penske, venceu a Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, no Circuito Anhembi, em prova válida pela quarta etapa da temporada 2011 da Fórmula Indy, nesta segunda-feira (02/05). O piloto mostrou mais uma vez que é um dos especialistas em circuitos de rua e, de quebra, assumiu a liderança do campeonato, com 168 pontos. O escocês Dario Franchitti, que até então era o líder do certame, caiu para a segunda colocação, a 14 pontos de Power. O norte-americano Graham Rahal, da equipe Ganassi, e Ryan Briscoe, da Penske, completaram o pódio em uma prova bastante movimentada por causa da chuva.
    Os pilotos voltaram à pista na manhã desta segunda nas mesmas posições do momento da paralisação da corrida, na 14ª volta. Como era o líder, Power retornou à ponta e se manteve por um bom tempo em primeiro. Até que foi ultrapassado por Takuma Sato na freada do "S" do Samba. "Takuma freou um pouco mais tarde, eu fui um pouco mais conservador. Ele estava muito rápido na chuva. Quando parei nos boxes, apenas me concentrei em atacar meus adversários, e a equipe me informou o tempo todo quem tinha de parar e quem não. Com o pit stop dele, voltei para a ponta", disse Power. O piloto comemorou bastante a vitória, que lhe garantiu a liderança do campeonato. "É ótimo voltar à ponta da tabela. O resultado nos deu mais motivação para trabalharmos ainda mais no carro e tentar vencer o campeonato", afirmou.
     Graham Rahal obteve a segunda posição após uma prova de recuperação. O piloto largou em quinto e sempre esteve em condições de vencer. "Estávamos muito competitivos na classificação e ficamos satisfeitos com o quinto lugar no grid. Fomos bem ontem e conseguimos nos manter longe das confusões", explicou Rahal. Depois da largada, o piloto rodou na curva que fica atrás do Pavilhão. Porém, conseguiu retornar e imprimiu um ritmo forte durante toda a prova. "Rodei no início da corrida, mas consegui me recuperar muito bem. Acho que precisávamos de um bom resultado para chegar mais otimistas para as 500 Milhas de Indianápolis, que acontecerá no fim de maio", declarou o piloto, que tem uma vitória na carreira.
     O australiano Ryan Briscoe terminou em terceiro após travar uma disputa com o companheiro Power na saída dos boxes. "Tínhamos estratégias diferentes, e não troquei os pneus, por isso fui um pouco mais rápido", disse o piloto. "Mas depois voltamos lá atrás e sabia que tinha muita corrida pela frente. Foi bom ultrapassar o Franchitti e levar o terceiro lugar para a casa", completou.
    O vencedor Will Power ainda comentou sobre as condições da pista e novamente elogiou bastante o traçado paulistano. "O trabalho que foi feito ficou excelente. O traçado é ótimo e tem muitos pontos de ultrapassagens. Será um modelo para outros circuitos de rua da temporada", finalizou. A próxima etapa da temporada da Fórmula Indy será a tradicional 500 Milhas de Indianápolis, que acontecerá no dia 29 de maio.


Will Power elogiou muito o traçado paulista.

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Brasileiros destacam qualidade do evento

Pilotos elogiaram o trabalho feito para a realização da prova. "Essa é a melhor pista de rua do mundo", apontou Kanaan, ecoando opinião também dada por estrangeiros





     "Foi um aprendizado", "acordei nove voltas atrás", "vamos pensar na próxima corrida", "vou torcer para que a sorte vire" e "agora é olhar para frente" foram os discursos dos cinco brasileiros que disputaram nesta segunda-feira (2) a Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé. Mas apesar da frustração com os resultados, Vitor Meira, da A.J. Foyt; Tony Kanaan, da KV-Lotus; Helio Castroneves, da Penske; Bia Figueiredo, da Ipiranga Dreyer & Reinbold, e Raphael Matos, da AFS, destacaram as melhorias realizadas em toda a estrutura no Complexo do Anhembi para o evento deste ano e saem felizes de São Paulo.
     Tony Kanaan abriu a tradicional coletiva de imprensa com os brasileiros agradecendo aos organizadores da prova. "Conseguir fazer uma corrida de rua em uma segunda-feira em São Paulo é quase um milagre. A torcida veio e a corrida foi um sucesso. A pista foi eleita pelos pilotos como a melhor de rua no mundo", destacou o baiano da KV-Lotus. "Foi um grande trabalho: tanto recapeando todo o circuito, como organizando o evento, a garagem, a mídia. Foi um sucesso. Pena que não pudemos controlar a mãe natureza, mas isso acontece. Passamos a prova para a segunda-feira, e foi o mesmo procedimento que é feito nos Estados Unidos. Infelizmente boa parte da torcida não pôde voltar, mas vi arquibancadas cheias", completou Helio Castroneves, da Penske.
     As declarações dos brasileiros ecoaram as diversas declarações dadas pelos pilotos estrangeiros - em especial o pole position e vencedor Will Power - sobre o traçado, a estrutura e a organização. "Vocês têm que se orgulhar do que fizeram aqui", frisou Power na entrevista coletiva. "Essa é uma daquelas pistas que você espera com ansiedade o momento de competir pela qualidade do traçado, com tantos pontos de ultrapassagem e retas longas. Uma beleza", detalhou mais tarde o vencedor das duas provas da Indy disputadas no Anhembi.

Trânsito abaixo da média

     Com a realização da prova no Sambódromo e trecho da pista local da marginal do Tietê, a preocupação era o impacto que isso poderia causar no trânsito de São Paulo na manhã de uma segunda-feira. No entanto, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a média da lentidão no momento da prova foi de 109 quilômetros, enquanto a média para o horário é de 112 km.
     "Todos os pilotos elogiaram a pista, a organização e a estrutura. Foi um trabalho fantástico tudo o que fizeram aqui. Tem gente que gosta de alfinetar. Está aí a resposta para os ‘alfineteiros’", respondeu Kanaan.
     "Os organizadores merecem uma salva de palmas por terem decidido continuar hoje", destacou Vitor Meira. "Adiar por causa do mau tempo acontece em todo lugar. Tive uma corrida nos Estados Unidos em que todos tiveram que sair rápido da pista porque havia um alerta de furacão. É normal, e a direção de prova tomou a decisão certa em adiar a relargada para hoje", lembrou Bia. No domingo, por causa da quantidade de chuvas, a prova foi interrompida na 14ª das 75 voltas programadas e foi decidido pela relargada às 9hs da manhã de hoje (2). "Foi até interessante essa parada, ir jantar, dormir e recomeçar no dia seguinte", brincou a piloto da Ipiranga Dreyer & Reinbold.

A corrida, segundo os brasileiros

     A exemplo de 2010, Vitor Meira foi o piloto da casa mais bem colocado na corrida. Mas ao contrário do ano passado, quando o brasiliense terminou em terceiro lugar, o resultado deste ano foi longe do esperado. "Eu sobrevivi. A corrida foi um exercício de paciência, porque o colocado à minha frente tinha duas voltas de vantagem, e o de trás tinha cinco de desvantagem. Então foi mais paciência do que em qualquer outra prova. Foi um fim de semana que nenhum brasileiro queria", afirmou.
     Tony Kanaan queria mais. "Queria pedir mais uma corrida amanhã, para aí todo mundo largar do zero", brincou. "Eu não tinha muito o que fazer hoje em termos de resultados, pois a minha corrida acabou ontem mesmo. Foi bem divertido porque passei vários carros, mas não influenciava nada porque eu acordei hoje nove voltas atrás. Eu tenho que agradecer todo o carinho que recebi aqui, pois mesmo debaixo de chuva o pessoal estava me apoiando muito", afirmou o campeão de 2004, 21º colocado na corrida e melhor brasileiro no campeonato, em sexto lugar. Helio Castroneves também lamentou o fato de iniciar o dia com nove voltas de desvantagem. "Espero que agora em Indianápolis a sorte de todos mude um pouco nesta nova fase que se inicia no campeonato, agora com os circuitos ovais", projeta.
     Bia Figueiredo era a melhor colocada entre os pilotos da casa, mas teve de abandonar com um problema mecânico. "Estávamos indo muito bem, fugindo das batidas e tentando dar boas voltas, mas depois acabei pegando uma peça do carro do Rapha (Matos) que desestabilizou meu carro, fez o motor apagar. É extremamente frustrante terminar o dia assim, porque eu estava na mesma volta do líder, as coisas estavam acontecendo e poderíamos ir mais para frente", lamentou. "Minha mão nem incomodou tanto, porque na chuva a pilotagem tem que ser mais suave", disse.
     Raphael Matos também teve uma corrida difícil. "Foi um final de semana de aprendizado. Não testamos no início do ano, então a cada vez que entramos na pista vamos aprendendo mais e mais. Eu estava tentando recuperar uma volta e tentei passar o Helio, mas fui muito otimista e nos tocamos. Eu bati forte no guard rail e tive que parar nos boxes para trocar a asa dianteira", narrou. "Ainda assim consegui me manter na mesma volta do líder, mas em uma das relargadas eu tomei uma batida por trás e fui direto na traseira do carro do Tony. Aí a suspensão quebrou e não tive como continuar. Fiquei chateado, pois queria muito terminar essa prova", disse Matos.
     Bia ainda resumiu o sentimento de correr pela segunda vez em casa. "Senti orgulho quando entrei na pista sábado. Pelas melhorias, pela estrutura organizada. Somos a única cidade a receber as duas principais corridas de monopostos do mundo. A gente tem que parar de pensar que é menor. Tudo o que mudaram de 2010 para este ano não acontece em nenhum outro lugar que a gente corre. Todo mundo elogiou a pista, e este é o melhor circuito de rua que temos em todo o calendário", concluiu a piloto.

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