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Rádio ESPORTESNET

domingo, 22 de abril de 2012

AUDI DTCC

Felipe Gama vence segunda corrida em Brasília


Trocas de posição e mais trocas de posição. Essa foi a tônica da segunda corrida da Audi DTCC realizada neste sábado (31), no anel externo do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. Depois de uma prova eletrizante no período da manhã, marcada por intensas disputas pelas cinco primeiras posições, a rodada dupla do Distrito Federal terminou com uma corrida ainda melhor, caracterizada por ultrapassagens em todos os pelotões.
No final, vitória do piloto paulista Felipe Gama - o terceiro vencedor em quatro corridas realizadas pela Audi DTCC nesta temporada -, que brigou pela vitória durante toda a prova com o gaúcho Herberto Heinen. Os dois chegaram a trocar de posição quatro vezes em um intervalo de duas voltas, e embora tenham cruzado a linha de chegada separados por pouco mais de meio segundo, essa diferença foi obtida por Gama somente na última passagem.
"A corrida foi muito intensa, e em nenhum momento eu estava certo de que venceria. O resultado foi ótimo, principalmente por que estava longe das pistas desde que deixei a Stock Car e ainda não estou 100% adaptado a este carro. Esta foi uma das provas mais tensas que já fiz, porque foi pressão do início ao fim. Não fiz uma boa primeira volta (ele caiu da segunda para a terceira posição), mas consegui aproveitar as chances que tive para ultrapassar. Quando perdi a ponta, sabia que precisava recuperar rapidamente na volta seguinte, caso contrário poderia perder contato e, nessa categoria, o vácuo é muito importante", declarou o vencedor.
Herberto Heinen admitiu que seria difícil vencer a prova da maneira como a disputa se configurou, com Felipe Gama fazendo voltas rápidas e defendendo bem a posição. Heinen ainda teve de suportar a pressão de Ricardo Landi, que se recuperou do toque com Elias Jr. ocorrido na primeira prova e disputou novamente a liderança. "Passei metade da corrida de olho no Felipe, e metade da corrida controlando a diferença para o Ricardo. No final, preferi garantir a segunda colocação do que arriscar um acidente, porque eu e o Felipe estávamos com um ritmo bastante parecido", declarou o gaúcho.
Ricardo Landi somou pontos importantes para o campeonato e passou a ocupar a oitava colocação na tabela (41 pontos) depois do quarto e do terceiro lugares obtidos neste fim de semana. "Os carros são muito iguais nesta categoria, e se você não se aproveita do vácuo ou do erro do adversário, é muito difícil ultrapassar. Não queria arriscar um choque e fiquei aguardando a disputa dos líderes para ver o que sobrava. O fim de semana, de maneira geral, foi bastante positivo", comentou Landi.
A disputa pelos três primeiros não foi o único ponto alto desta etapa, que teve, também, intensa briga pelo quarto lugar - só definida na última volta, por 43 milésimos de segundo. Pedro Queirolo e Chirstian Pons cruzaram a linha de chegada lado a lado, seguidos de perto por Elias Azevedo e Adolpho Rossi.
Queirolo e Rossi repetiram, por quase metade da prova, a mesma disputa dos líderes e, no final, ainda receberam para a "festa" Pons e Azevedo - aparentemente recuperado dos problemas de motor enfrentados na primeira corrida do fim de semana.
"A diferença de desempenho entre os carros da Audi DTCC é muito pequena, e a disputa no anel externo aqui do Autódromo de Brasília também ajudou a termos uma corrida muito disputada até a última volta", disse Queirolo.
Pons agradeceu a seu parceiro, Marcelo Santanna, pelo cuidado com o carro na primeira bateria. "Recebi o carro inteiro e isso me ajudou a ser competitivo nessa prova final", declarou.
Veja como terminaram as corridas deste sábado em Brasília e como está o campeonato após quatro etapas:
Corrida 04
  • 1) Felipe Gama, 22 voltas em 26min21s025
  • 2) Herberto Heinen, 26min22s573
  • 3) Ricardo Landi, 26min23s121
  • 4) Pedro Queirolo, 26min30s072
  • 5) Christian Pons / Marcelo Santanna, 26min30s115
  • 6) Elias Azevedo, 26min30s342
  • 7) Adolpho Rossi / Willians Farias, 26min31s302
  • 8) Elias Jr. / Sérgio Alves, 26min31s946
  • 9) Caê Coelho, 26min37s365
  • 10) Alline Cipriani, 26min37s626
  • 11) Marçal Melo / João Gonçalves, 26min37s746
  • 12) Renan Reis / Leandro Braghin, 26min40s721
  • 13) Wagner Amorim, 26min41s813
  • 14) Antonio De Luca / Samuel Neto, 26min45s480
  • 15) Fabio Vianna, 26min45s481
  • 16) Rodolfo Toni / Mayara Bianchi, 26min49s669
  • 17) Decio Rodrigues / Dennis Rolim, a 20 voltas
  • 18) Idenis Souza / Daniel Daroz, a 22 voltas
Corrida 03
  • 1) Elias Jr. / Sérgio Alves, 20 voltas em 26min46s346
  • 2) João Gonçalves / Marçal Melo, 26min47s601
  • 3) Willians Farias / Adolpho Rossi, 26min49s122
  • 4) Ricardo Landi, 26min49s706
  • 5) Felipe Gama, 26min49s728
  • 6) Renan Reis / Leandro Braghin, 26min53s318
  • 7) Herberto Heinen, 26min55s442
  • 8) Pedro Queirolo, 26min55s635
  • 9) Elias Azevedo, 26min56s538
  • 10) Antonio de Luca / Samuel Neto, 26min59s403
  • 11) Alline Cipriane, 26min59s815
  • 12) Wagner Amorim, 26min59s952
  • 13) Marcelo Santanna / Christian Pons, 27min01s278
  • 14) Caê Coelho, 27min01s459
  • 15) Daniel Daroz, 27min01s646
  • 16) Fabio Vianna, 27min06s631
  • 17) Rodolfo Toni / Mayara Bianchi, a 13 voltas
  • 18) Decio Rodrigues / Dennis Rolim, a 14 voltas
Campeonato após quatro etapas
  • 1) Elias Jr., 66
  • 2) Marçal Melo, 53
  • 3) Adolpho Rossi, 49
  • 4) Willians Farias, 46
  • 5) Elias Azevedo, 44
  • Pedro Queirolo, 44
  • Felipe Gama, 44
  • 8) Ricardo Landi, 41
  • 9) Vanuê Faria, 30
  • 10) Sérgio Alves, 28
  • Herberto Heinen, 28
  • 12) Marcelo Santanna, 25
  • Idenis Souza, 25
  • 14) Caito Viana, 23
  • 15) Caê Coelho, 18
  • 16) João Gonçalves, 18
  • 17) Antonio De Luca, 17
  • 18) Alline Cipriani, 16
  • Christian Pons, 16
  • 20) Decio Rodrigues / Dennis Rolim, 16
  • 21) Fabio Vianna, 13
  • Wagner Amorim, 13
  • 23) Rogério Garrubo, 10
  • 24) Samuel Neto, 9
  • 25) Daniel Daroz, 5
  • 26) Renan Reis / Leandro Braghin, 4
  • Leandro Florenzo, 4
  • 28) Rodolfo Toni / Mayara Bianchi, 1
















Depois de dois anos, Fórmula Futuro chega ao seu fim

     Pouco mais de dois anos depois de sua estreia nos autódromos brasileiros, onde foi introduzida com o propósito de contribuir para o fortalecimento da base do automobilismo nacional, a Fórmula Futuro deixará de ser disputada. A decisão foi anunciada hoje pelos organizadores da categoria, que confirmaram a abertura do Racing Festival - agora constituído pela Copa Fiat e a recém-criada R1 GP 1000 (motos) - para dias 2 e 3 de junho em Londrina (PR).
     A Fórmula Futuro nasceu da preocupação de Felipe Massa com a continuidade da representação do Brasil na Fórmula 1 e evitar que a garotada saísse do kart diretamente para o exterior, sem a devida experiência de vida e de pista. Nas duas temporadas, vencidas respectivamente pelo carioca Nicolas Costa e pelo mineiro Guilherme Silva, contou com grid médio em torno de 10 carros. Nem mesmo o baixo orçamento, sem comparação com qualquer similar existente em outros centros importantes do esporte a motor, o atraente pacote promocional (provas ao vivo no SporTv, por TV na Internet e compactos na TV Globo, entre outras contrapartidas de mídia) e uma estrutura técnica profissional foram capazes de ampliar o número de participantes. Sem a garantia de adesão expressiva, decorrente em grande parte do momento difícil atravessado no país pelo kartismo, a RM Racing Events, empresa detentora dos direitos da Fórmula Futuro, entendeu que a melhor alternativa seria possibilitar aos pilotos já comprometidos com a série procurar outros caminhos em 2012.




     Os dirigentes da RM Racing Events admitem que a medida amarga foi inevitável e estão fechando o balanço da Fórmula Futuro com a consciência de que tudo foi feito para a sobrevivência da única categoria-escola do nosso automobilismo. Como consolo, comemoram o fato de a semente plantada já começar a dar frutos que poderão ser colhidos adiante. "Os investimentos foram pesados, mas a conta não estava fechando. Foram mais de R$ 2 milhões nos procedimentos de importação dos carros de última geração, mais de R$ 800 mil em prêmios para os campeões ingressarem em outras séries na Europa, subsídios da ordem de cerca de R$ 900 mil reais para pilotos saídos do kart, R$ 200 mil na contratação de engenheiros qualificados e em torno de R$ 3 milhões na parceria técnica de preparação, manutenção e operação da categoria", justifica Carlinhos Romagnolli, executivo da RM Racing Events.
     No mês passado, Nicolas Costa se tornou o primeiro brasileiro a vencer uma corrida da Fórmula Abarth, ao conquistar uma etapa da rodada do Campeonato Europeu em Valência (Espanha). Costa foi também o primeiro piloto do Brasil a integrar a Ferrari Drivers Academy, projeto criado pela lendária equipe italiana para lapidar jovens com potencial para alcançar a Fórmula 1. "Essa é uma prova de que o conceito da Fórmula Futuro estava correto. Mas não poderíamos prosseguir neste quadro de dificuldades, agravado pela retração dos patrocinadores", desabafa Romagnolli. "Nosso projeto de captação de recursos via lei de incentivo ao esporte do Governo Federal foi rejeitado com a alegação de que a categoria contava com apoio de empresas, mas na verdade todas elas eram originárias da Copa Fiat. Não tivemos o mesmo tratamento de outros agentes do esporte", critica.
    Romagnolli faz questão de agradecer à confiança da Fiat e da Pirelli, parceiras de primeira hora e comprometidas com a permanência na Fórmula Futuro, mas diz que as perdas financeiras acumuladas ao longo do período obrigaram ao desligamento definitivo dos motores da Fórmula Futuro. "Não poderíamos permitir que o prejuízo aumentasse", observa, acrescentando que os pilotos já assinados com a organização terão os valores desembolsados para o credenciamento do campeonato integral e imediatamente devolvidos. Ao mesmo tempo, Romagnolli se mostrou satisfeito com a saúde da Copa Fiat. "Temos 24 carros confirmados, novamente com a presença dos melhores pilotos brasileiros. Pela receptividade inicial, a R1 GP 1000 também tem tudo para ser um sucesso."

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