Suplementos Alimentares

Rádio ESPORTESNET

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tribunal de Contas aponta quatro elefantes brancos da Copa de 2014

     À medida que o tempo para a Copa de 2014 encurta, aumenta a preocupação com relação às obras dos estádios para o Mundial. O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou relatório no qual detalhou os riscos que o evento está sujeito em obras na área de construção e reforma em estádios, infraestrutura portuária e aeroportuária e mobilidade urbana – desde que envolvam recursos fe-
derais.

     No quesito estádios, a análise firmada pelo ministro Valmir Campelo, relator do TCU para projetos da Copa, o Estádio Nacional (DF), a Arena Dunas (RN), a Arena Pantanal (MT) e a Arena Amazônia (AM) foram classificadas como intervenções que correm grande risco de não conseguirem cobrir seus custos de manutenção com a rentabilidade gerada.

    O órgão identificou ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o agente financiador, não dispunha de pessoal qualificado para análise técnica de engenharia dos projetos, o que poderia acarretar em aprovação de crédito com base em documentos que não estejam de acordo com o real projeto executivo da obra.

     Para agravar o quadro, o TCU não observou ações no sentido de minimizar os riscos da construção dos elefantes brancos.

     – Queremos um Brasil campeão da transparência e da moralidade – pediu Valmir Campelo.

     No fim de 2010, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou que o estádio de Brasília tivesse a capacidade reduzida de 70 para 40 mil. Recém-eleito, o governador Agnelo Queiroz (PT-DF) ventilou a possibilidade, no entanto, com o adiamento constante do projeto do estádio em São Paulo, a Capital Federal passou a crer que ter o jogo de abertura é possível.

     Natal só concluiu o processo de licitação da Arena em março. A contratação da linha de crédito do BNDES ainda não foi aprovada. No Amazonas, obras caminham a contento, mas a viabilidade do estádio no pós-Copa preocupa.

     A obra em Cuiabá está sete meses atrasada, o custo inicial saltou em R$ 20 milhões e o contrato com o escritório de arquitetura está na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Pan 2007 é exemplo a não ser seguido

     De acordo com o relatório produzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a organização e gestão dos recursos públicos da Copa do Mundo de 2014 tem um exemplo a não ser seguido: o dos Jogos Pan-Americanos Rio de Janeiro em 2007.

     Segundo o documento, a explosão de gastos em 2007 serviu como parâmetro para um possível (e provável) aumento das despesas em relação aos custos inicialmente previstos, especialmente em função de deficiências no planejamento e consequente atraso na execução de obras, o que fatalmente geraria descontrole nas etapas finais de preparação para a Copa do Mundo de 2014.

     O temor expresso no relatório do TCU não é para menos. Por conta de acusações no superfaturamento no pagamento antecipado de aluguel na Vila do Pan, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro ajuizou ação contra Jorge Eduardo Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal; André Almeida Cunha Arantes, ex-secretário de Esporte de Alto Rendimento; Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte (e atual governador do Distrito Federal); André Richer, vice-presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos e do Comitê Olímpico Brasileiro, e a construtora Agenco, responsável pela obra.

     Para maior efetividade nas ações referentes ao Mundial, o relatório do TCU destacou a constituição da Rede de Informações para Fiscalização e Controle dos Gastos Públicos na Organização da Copa. A Rede da Copa resultou em um sítio na página do Senado: www.senado.gov.br/fiscaliza2014

Confira a situação dos estádios da Copa de 2014:


Manaus - Arena Amazônia
     As obras de instalações de fundações no lado oeste do anel estão em curso. Miguel Capobiango, coordenador da Unidade Gestora do Projeto da Copa (UGP), disse que 40% das fundações estão instaladas.

Salvador - Arena Fonte Nova
     O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) realizou auditoria no contrato de Parceria Público Privada entre o governo e o consórcio vencedor. Há indício de que o custo da obra não foi bem dimensionado.

Recife - Arena Pernambuco
     O Ministério Público Federal e Estadual apontaram distorção no contrato de concessão. Os órgãos creem que o poder público assumiu riscos financeiros que seriam de responsabilidade do consórcio.

Fortaleza - Castelão
     As obras do estacionamento coberto e do edifício sede da Secretaria de Esporte do Estado (Sesporte) estão em andamento. Máquinas trabalham na demolição da antiga arquibancada do Castelão.

Natal - Arena Dunas
     Os Ministérios Públicos Federal e Estadual recomendaram ao poder público a correção de falhas no contrato assinado com a Construtora OAS. Sede corre risco de ser descredenciada da Copa de 2014.

Brasília - Estádio Nacional
     Depois da tentativa frustrada em demolir parte do Mané Garrincha, o Consórcio Brasília 2014 não divulgou a nova data. O governo do DF garante que não haverá aumento no custo da demolição.

Belo Horizonte - Mineirão
     A previsão inicial de custos era de R$ 426,1 milhões, mas a proposta vencedora foi de R$ 743,4 milhões. Escavações para fundações da nova arquibancada inferior do estádio estão em andamento.

Rio de Janeiro - Maracanã
     Divulgadas as imagens da nova cobertura do Maracanã. Antiga já começou a ser demolida. Orçamento final entregue ontem ao TCU prevê que a reforma custe R$ 956, 7, bem acima dos R$ 705 milhões previstos.

São Paulo - Fielzão
     O maior obstáculo para o estádio é o novo orçamento, que passa de R$ 1 bilhão. Parte deste montante ainda não tem uma origem definida. Maior cidade do Brasil, São Paulo está fora da Copa das Confederações.

Porto Alegre - Beira-Rio
     A construtora Andrade Gutierrez venceu a concorrência para as obras no estádio colorado. O contrato entre as partes deverá ser assinado em junho. Demolição da arquibancada está em curso.

Curitiba - Arena da Baixada
     Problema de última hora, a cidade viu exigências da Fifa aumentarem os gastos em mais R$ 85 milhões. Como é empreendimento privado, o Atlético-PR não pode captar recursos públicos para tocar a obra.

Cuiabá - Arena Pantanal
     Além da preocupação com vida útil depois da Copa, a execução das obras está sete meses atrasada. O governador Silval Barbosa pediu que a imprensa não divulgue atrasos - teme mais explicações à Fifa.

Fonte: Lancepress - 18/05/2011

Participem, escrevam, envie suas opiniões e sugestões: esportesnetbr@yahoo.com.br


Em dificuldades financeiras, Muller diz que gastou tudo com mulheres e vaidades

Muller diz que já teve mais de 20 carros ao longo da carreira; hoje, não tem nenhum
 


     Muller ganhou muita coisa no futebol. Bicampeão mundial pelo São Paulo, em 92 e 93, e campeão pela seleção brasileira em 94, o ex-jogador perdeu tudo e agora vive um dramático momento financeiro. Morando na casa de Pavão, colega de seus tempos de São Paulo, o ex-atacante admite que gastou tudo o que ganhou com mulheres e luxos desnecessários.
    “Gastei com mulheres, com carros e etc. gastei com vaidades pessoais. Gastei dinheiro com amigos, entre aspas. Amigos de ocasião. Por eu ser uma pessoa generosa, muita gente se aproveitou mesmo de mim”, disse em entrevista ao jornal Marca Brasil.
     O ex-atleta disse que perdeu milhões e hoje em dia não tem sequer um carro (admitiu já ter tido mais de 20) ou um plano de saúde. Também não possui nenhum imóvel ou bem material. Muller afirmou não ser capaz de calcular exatamente quanto dinheiro ganhou com o futebol, mas sabe que foi muito. “Foi muito. Nem sei calcular quanto perdi. Não sei se deveria dizer, mas perdi milhões. Perdi tudo que consegui no futebol. Joguei fora o que construí ao longo de 20 anos”, contou.
     Muller acredita que a simples falta de orientação não pode ser desculpa para sua situação atual. Nem mesmo os “puxões de orelha” de Telê Santana deram resultado. “Ele era um paizão. Mas eu tomei as decisões erradas. Fiz as piores escolhas. Foi isso”, afirmou.
     O período de dificuldade que Muller enfrenta começou em 2009, quando ele deixou o cargo de comentarista na Sportv. Agora, o ex-jogador disse que fechou com uma grande rádio para comentar o Brasileiro e que está feliz por poder recomeçar do zero. “Estou cheio de saúde e pronto para recomeçar. Tenho vigor para recomeçar do nada”, concluiu.

Participem, escrevam, envie suas opiniões e sugestões: esportesnetbr@yahoo.com.br


www.ts.tv.br/esporte_mania.html