Suplementos Alimentares

Rádio ESPORTESNET

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pirelli aposta em estratégias variadas por causa dos pneus supermacios

O diretor-esportivo da Pirelli, Paul Hembery, acredita que os pilotos devem optar por estratégias muito diferentes por causa dos pneus supermacios, mas reiterou que a média deve ser de dois pit-stops
     A Pirelli acredita que a escolha dos pneus para o GP de Mônaco vai resultar nas mais variadas estratégias por parte das equipes. O diretor-esportivo da fabricante italiana, Paul Hembery, reiterou após os treinos livres de quinta-feira (26) que a média de pit-stops deve ser dois por piloto, mas afirmou que ainda não é certo se começar com o pneu mais duro será a melhor opção

     “Eu acho que as equipes devem fazer duas paradas, pois vão ter de usar os pneus supermacios”, explicou Hembery. “Se eu estivesse no Q2 [no caso, me classificando fora do top-10], tentaria ultrapassar os pilotos para ter um primeiro trecho mais longo com os macios e, depois, colocaria os supermacios no final, quando você está com pouco combustível”, acrescentou.

     "Aqui, a posição na pista é um prêmio, mas alguns pilotos terão de adotar algumas estratégias muito diferentes, e não apenas seguir o fluxo”, completou Hembery, que disse, em seguida, que ficou satisfeito com o nível de degradação apresentado pelos pneus.

     “Vimos que os macios estão com uma degradação boa, que é o que queríamos. Não queremos que eles acabem muito rápido, pois se eles duram mais, os pilotos não ficam fazendo vários pit-stops, o que não deve ser o caso [em Mônaco]. Ficamos satisfeitos em ver que o pneu macio trabalhou bem e esperamos que a vida de cada jogo seja de 30 voltas ou talvez mais”, salientou.

      Por fim, Hembery afirmou que o problema dos pneus supermacios é o desempenho. “Há muita degradação, o tempo perdido é muito grande, pois obriga você a optar pelos macios, que é o que queríamos. Não e uma questão de desgaste, e sim de desempenho.”

Participem, escrevam, envie suas opiniões e sugestões: esportesnetbr@yahoo.com.br

Twitter: http://twitter.com/feafirmino  

www.ts.tv.br/esporte_mania.html

‘Otoridade’ clubística

     Antonio Pizzonia foi anunciado de volta como piloto do Corinthians na Superliga, aquela coisa. Um release, uma declaração de piloto contente e confiante e animado e mais um no bando de loucos, essa expressão chata que todos os caras que representam o clube dizem há alguns anos quando são apresentados.
     Aí o Pizzonia postou a imagem do layout do carro no Twitter. Bandeira do Brasil, com o escudo do Corinthians só no aerofólio traseiro. De cara, uma imensa diferença em relação ao status quo da categoria — desde seu início, três temporadas atrás, os carros tinham uma pintura temática dos clubes: o do time paulista era alvinegro, do Flamengo rubro-negro, do Olympiacos alvirrubro e por aí vai.
     É o que a Superliga queria dizer com “Taça do Mundo”, codinome da temporada deste ano — a quarta, uma analogia com o fato de haver Copa a cada quadriênio. Os clubes perderam espaço para os países na pintura dos carros. Ou seja, a categoria gradativamente migra para o estilo da falecida A1GP.É só ver como está pintado o carro de Yelmer Buurman, do PSV. Praticamente não há o vermelho e o branco do clube, mas o laranja predominante utilizado pelas seleções esportivas holandesas.



     Só que o detalhe que causou polêmica no carro do Corinthians é o verde da bandeira brasileira — cor representativa do Palmeiras, rival da equipe do Parque São Jorge. Digo desde já que acho isso uma imensa babaquice. Mas esta babaquice cromológica gerou um comunicado oficial do clube: “O Sport Club Corinthians Paulista esclarece ao seu torcedor que em nenhum momento aprovou o layout do carro divulgado pela Fórmula Superliga como sendo o do Timão. Evidentemente não será autorizada a utilização da cor verde em nosso carro.”
      Repito novamente que é uma babaquice, mas, ok, é algo institucionalizado, ocorreria em todo time do mundo. Só que o campeonato começa no próximo fim de semana, na Holanda. E, se o Corinthians publicou uma nota hoje, é porque seu marketing não sequer tinha conhecimento das mudanças no campeonato. E não vai “autorizar” o uso do verde? Sei não, mas acho que é batalha perdida, isso…     Ainda mais porque, a essa altura, o carro está sendo ou já foi pintado.
     Todos sabem que os clubes só emprestam suas marcas para o campeonato. Não escolhem piloto, equipe, nada. Sendo assim, não me parece que tenham autoridade alguma para escolher as cores do carro. Veremos o que vai acontecer.

Participem, escrevam, envie suas opiniões e sugestões: esportesnetbr@yahoo.com.br