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Rádio ESPORTESNET

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Webber da troco em Alonso no segundo treino na Alemanha




     Mark Webber devolveu a ‘derrota’ sofrida na manhã para Fernando Alonso em Nürburgring e, com 1min31s711, conseguiu terminar a sexta-feira (22) com o melhor tempo dos treinos livres da décima etapa do Mundial de F1, aquela que faz a passagem para a segunda parte do campeonato que parece ter como dono nem um nem outro.

     O provável ganhador do título, Sebastian Vettel, foi novamente terceiro. E de novo tomando 0s3 do primeiro colocado.

     Felipe Massa, que por alguns minutos chegou a pontear a sessão, viu-se outra vez em quarto e ligeiramente longe do top-3. E quem andou perto do brasileiro da Ferrari foram as Mercedes, com Michael Schumacher e Nico Rosberg, na ordem. A McLaren?, hão de perguntar novamente: só um carro, o de Lewis Hamilton, no top-10. E Rubens Barrichello gostou da 14ª posição hoje.

     Primeiro de tudo, um fato que já dá para cravar na F1 atual: se no começo do ano era a McLaren a grande concorrente da Red Bull, é a Ferrari quem ocupa a pleno este posto. E a McLaren atual é muito abaixo da Ferrari das primeiras corridas. Não há endplate, flap ou new wing que dê jeito nos carros prateados. Vez ou outra, acabam atrás até da Mercedes. Como hoje. Hamilton foi sétimo, e mal dá para dizer que se trata de estratégia de combustível ou acerto para a chuva, que são os pneus, que estão escondendo o jogo. A McLaren simplesmente regrediu. Jenson Button foi só o 11º. Muitíssimo pouco para quem, até outro dia, era vice-líder do Mundial.

     Ao treino em si. Deu dez minutos, o motor da Hispania — que vai adotar em breve o HRT como seu nome oficial — fumou no carro de Daniel Ricciardo. Em tempos de limitação no desenvolvimento dos motores, é uma prova de que os Cosworth realmente estão bem abaixo da concorrência — não à toa vão equipar apenas as duas piores equipes da F1 em 2012. E o piloto que a Red Bull banca para avaliá-lo e provavelmente usá-lo num futuro próximo encerrava ali sua função nesta sexta.

     Os erros se sucederam bem mais a torto do que a direito. Schumacher escapou e Adriam Sutil rodou na chicane, Barrichello, Timo Glock e Heikki Kovalainen atravessaram aquele trecho entre as curvas 5 e 6, Valvoline e Ford, mas nada como o quase acidente entre Alonso e, de novo, Schumacher. Faltando pouca coisa além de 12 minutos, o espanhol tentou ultrapassar o velho rival de título na freada do grampo — curva Dunlop. Michael não deixou, obrigando Fernando a frear bruscamente e controlar o carro que já lhe escapava das mãos. Não houve queixa tão abrupta, não. Só uma mão levantada e nada mais. Não foi ali que prejudicou uma eventual tentativa de Alonso em buscar o primeiro lugar.

     Que chegou a ser seu somente por quatro minutos, diferente do que aconteceu no primeiro treino. Alonso tirou de Massa o primeiro lugar quando restavam 40 minutos para o fim, mas logo Webber acabou com o reinado latino. O australiano fez 1min31s711, e com tal marca se manteve no topo da tabela.

     Mais atrás, a Lotus Renault se restabeleceu no grupo das dez melhores, andando a pleno com o difusor aquecido. Nick Heidfeld e Vitaly Petrov ocuparam oitavo e nono lugares, na ordem. O estranho no ninho ali foi Adrian Sutil, décimo.

     Barrichello foi, como já dito, 14º e andou mais rápido o tempo inteiro que seu companheiro na Williams, Pastor Maldonado. A equipe tem andado no mesmo ritmo da Sauber e da Toro Rosso, ou seja, no pelotão mais-do-que intermediário. Falando em STR, Sébastien Buemi não conseguiu ir à pista. Consequência da decolagem que sofreu justamente entre as curvas 5 e 6 no TL1.

     Os carros voltam à pista amanhã, às 6h (de Brasília). Claro que o Grande Prêmio acompanha ao vivo e em tempo real. E se tempo é assunto, a maioria dos pilotos e equipes torce para que as condições em pista seca permaneçam. Pena que a previsão aponte em outra direção.

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Cobertura no cockpit: proteção ou perigo na F-1?


     Foi só um teste. Por enquanto. Na busca pelo máximo de segurança, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fez um estudo para medir o impacto de um pneu de Fórmula 1 em uma cobertura similar à utilizada em caças de guerra. O impacto a 220 km/h apenas deforma a estrutura de policarbonato, protegendo a área interna. O relatório com os resultados foi enviado ao Grupo Técnico de Trabalho da categoria.

     O tema dividiu opiniões em Nürburgring, palco da décima etapa do Mundial-2011, domingo. Alguns mostram até entusiasmo pela novidade, como Nick Heidfeld.

    – Gosto muito. Nos últimos anos tivemos sorte de não haver uma fatalidade em acidentes como o do Felipe (Massa) em Budapeste. Em outras categorias houve acidentes fatais, o que poderia ser evitado com uma ideia dessa. Só é preciso ver custos, praticidade, viabilidade e que o acontece em caso de acidente, se o piloto pode ficar bloqueado – disse ao LANCENET! o alemão da Renault.

    Mas Sebastian Vettel acha que pôr uma cobertura num F-1 poderia deixar a categoria irreconhecível: – Seria uma pena, porque corrida de monopostos é popular por ter pilotos sem um teto. Claro que há uma motivação para o aumento da segurança, mas o risco é algo que talvez tenha de ser aceito. Gostaria que ficasse como agora, para ser sincero.

     Quem tem autoridade para falar do tema é Felipe Massa, que superou grave acidente em 2009 quando teve a cabeça acertada por uma mola que se desprendera de outro carro. Ele é simpático à ideia, mas ressalva.

     – É uma iniciativa interessante, é sempre bom um trabalho pensando em aumentar a segurança. Mas não basta colocar uma cobertura, é preciso cuidar da refrigeração no cockpit. Se você pilotar numa corrida muito quente num cockpit fechado, “morre” em duas voltas de tanto calor - disse Felipe

     Foi só um teste. Por enquanto. Na busca pelo máximo de segurança, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fez um estudo para medir o impacto de um pneu de Fórmula 1 em uma cobertura similar à utilizada em caças de guerra. O impacto a 220 km/h apenas deforma a estrutura de policarbonato, protegendo a área interna. O relatório com os resultados foi enviado ao Grupo Técnico de Trabalho da categoria.

     O tema dividiu opiniões em Nürburgring, palco da décima etapa do Mundial-2011, domingo. Alguns mostram até entusiasmo pela novidade, como Nick Heidfeld.

     – Gosto muito. Nos últimos anos tivemos sorte de não haver uma fatalidade em acidentes como o do Felipe (Massa) em Budapeste. Em outras categorias houve acidentes fatais, o que poderia ser evitado com uma ideia dessa. Só é preciso ver custos, praticidade, viabilidade e que o acontece em caso de acidente, se o piloto pode ficar bloqueado – disse ao LANCENET! o alemão da Renault.

     Mas Sebastian Vettel acha que pôr uma cobertura num F-1 poderia deixar a categoria irreconhecível: – Seria uma pena, porque corrida de monopostos é popular por ter pilotos sem um teto. Claro que há uma motivação para o aumento da segurança, mas o risco é algo que talvez tenha de ser aceito. Gostaria que ficasse como agora, para ser sincero.

     Quem tem autoridade para falar do tema é Felipe Massa, que superou grave acidente em 2009 quando teve a cabeça acertada por uma mola que se desprendera de outro carro. Ele é simpático à ideia, mas ressalva.

     – É uma iniciativa interessante, é sempre bom um trabalho pensando em aumentar a segurança. Mas não basta colocar uma cobertura, é preciso cuidar da refrigeração no cockpit. Se você pilotar numa corrida muito quente num cockpit fechado, “morre” em duas voltas de tanto calor - disse Felipe

Os testes estão sendo realizados, será que a idéia é funcional? - Crédito: Divulgação/FIA





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